Como é viver na roça
Morei a minha vida inteira em Curitiba. Para ser bem sincera, a proximidade mais estreita que eu tinha com o mato era durante uma caminhada em algum parque no fim de semana. A vida na cidade grande tem o seu ritmo, as suas facilidades e, claro, a sua rotina bem longe da terra.
Mas a vida dá voltas, e hoje a minha realidade é completamente diferente aqui em Balsa Nova, no Paraná.
A vida na roça não aceita salto alto ou desculpas. Aqui, o serviço é braçal, todos os dias. Fomos obrigados a aprender a pegar na enxada e a entender o ritmo da natureza. E é por isso que eu acordo todos os dias às 6h da manhã, com uma rotina que começa cedo e não dá trégua: cuidar da minha pousada.
Uma simples roçada no jardim faz toda a diferença para quem nos visita, e eu faço questão de que cada detalhe esteja impecável.
Sei que muitos não entendem. Ver uma mulher com o meu perfil, segurando uma enxada e capinando o mato, quebra a expectativa de muita gente. Mas ser empreendedora de uma pousada rural vai muito além de ficar atrás de uma mesa administrando ou conferindo planilhas. É muito mais que isso. Aqui na Pousada Thomson, eu faço de tudo um pouco — e com muito orgulho!
Por isso, não se espante quando você vier nos visitar para recarregar as energias e me encontrar por aqui com as ferramentas na mão. Essa sou eu, a loira que trocou a capital pelo mato, construindo um sonho com o suor do próprio trabalho.
Venha conhecer o nosso paraíso em Balsa Nova e ver de perto o fruto de tanta dedicação. O café sempre está quente e a recepção é de braços abertos!
Paloma Thomson
Da capital para a lida na roça.